sábado, 29 de maio de 2010

Parte 6 - O plano "infalível" de Wellan

Wellan se defendia como podia, um dos homens o atacava implacavelmente, a cada golpe seus braços desfaleciam mais, o ombro direito que havia colocado no lugar latejava sem parar; Phillipus mesmo com dificuldade conseguiu armar o arco e disparar uma flecha, acertou no peito do homem que havia avisado os outros guardas batendo na porta, o ranger era muito bom com o arco, mas desta vez o inimigo não morreu de primeira, pelo fato de estar com o braço machucado não o acertou em cheio, de qualquer forma era um guarda inteiro a menos, assim que viu a flecha acertando o adversário começou a armar o arco novamente, o próximo disparo iria demorar. Aderlius desferiu um forte golpe contra um dos guardas que de defendeu com o escudo, o guarda caminhou para trás, tentou contratacar e não conseguiu, o bárbaro estava insano e deu mais um golpe que fez com que o guarda caísse sentado protegido pelo seu escudo, Robs duelava com o outro guarda e tentava dialogar ao mesmo tento:
- Por favor, houve um mal entendido, não precisamos nos matar, vamos conversar!
- Você vai conversar com os demônios quando eu te mandar para o abismo invasor!
- O que vocês guardam atrás dessa porta aponto de darem sua vida?
- Nunca vai saber cavaleiro santo, pois vai morrer aqui fora!
O homem atacou o paladino com a espada e em seguida avançou com o escudo que o acertou e o jogou para trás, Robs se defendeu com sua longa espada, encarou o guarda nos olhos:
- Você teve sua chance!
Wellan recuou até encostar-se na parede da caverna, um golpe com o escudo na mão do cavaleiro lançou sua espada para longe, o guarda armou o golpe com a espada, Wellan se esquivou, a espada do adversário tirou lasca da rocha, o cavaleiro segurou na mão do guarda que empunhava a espada, mas acabou por levar um pancada do escudo no rosto, Wellan cambaleou para o lado e se esquivou como pode, dessa vez o golpe passou muito perto da sua cabeça. Aderlius não teve pena do adversário, o massacrou com seu machado até que o escudo partisse e finalmente chegasse ao seu portador, com um golpe certeiro o bárbaro acabou com o guarda que se opôs a ele, Phillipus conseguira armar o arco novamente, mas seu disparo foi muito impreciso e não acertou nada nem ninguém, a flecha caiu poucos metros de onde se encontrava, o homem ferido retirou a flecha do peito e novamente corria para a porta:
- A não, de novo não! Disse o ranger correndo para cercar o guarda.
Aderlius levantou a cabeça e viu o sufoco que Wellan estava passando, ele estava um pouco longe, soltou um grito de intimidação e lançou seu machado contra o guarda que mesmo se assustando conseguiu rebatê-lo, o cavaleiro não pensou duas vezes, pulou contra o corpo do homem e o derrubou, deu-lhe um soco no rosto e segurou a mão que estava portando a espada, o guarda tentava se defender com o escudo, Wellan deu-lhe um soco no pescoço, o guarda se debateu e o braço com o escudo amoleceu, o cavaleiro socou-o até que ele ficasse desacordado, havia socado seu adversário com o braço que latejava, assim que o homem desfaleceu Wellan se levantou gritando e segurando o braço com grande dor.
Phillipus havia alcançado o homem que por estar ferido não corria como antes, sacou sua espada e cortou-lhe na altura da cintura, o guarda caiu gemendo. Robs estava apenas se defendendo dos ataques do guarda que o enfrentava, perdeu a paciência e soltou um golpe que treinara muito, a espada do homem quebrara, durante o golpe Robs virou a espada e seu lado largo atingiu o braço do guarda esmagando seus ossos, o homem caiu de joelhos e começara a gritar por socorro, um chute certeiro em sua boca lhe calou, era Aderlius que conhecia bem o amigo paladino que evitava o máximo matar sem antes tentar conversar.
- Não olha assim não Robs, só chutei para ele ficar quieto!
- É, você quebrou o pescoço dele! Disse o paladino verificando se o guarda estava vivo.
- Poxa, não foi minha intenção, às vezes não tenho noção da minha força!
Wellan tirou a armadura do guarda que socara e a vestiu, Phillipus chamou seus amigos, o guarda que ele interceptara estava vivo, caído com um furo peito e um corte na cintura, Robs se aproximou, o homem estava gemendo e praguejando, o paladino fez sinal para o bárbaro não se aproximar se abaixou e ajudou o guarda a se levantar:
- Posso fazer com que sua dor diminua, mas preciso que me conte o que há por trás dessa porta!
- Vá se ferrar seu verme, é melhor me matar, nunca vão conseguir entrar aí.
- Nesse caso vou te matar e depois entrar, quer apostar? Interveio o cavaleiro terminando de encaixar a luva e aproximando seu rosto do guarda.
- Saia daqui Wellan, ninguém vai matar esse homem, ele está ferido e é inofensivo.
- Vai nessa – disse o cavaleiro desviando o olhar para o guarda novamente – se você tentar qualquer coisa vou deixar você tão bonito quanto seu amigo ali! Apontou para o guarda que ele havia tirado a armadura após massacrar seu rosto.
- Afinal de contas, o que vocês querem seus imbecis?
O paladino sem perder a postura respondeu calmamente:
- Por acaso um elfo da escuridão acompanhado de um mago com capuz roxo entrou aqui?
- Por que não perguntou antes, sim, entraram sim, eles entram aqui a todo o momento.
- Pode nos dizer quem são?
- Sou apenas um guarda, não tenho contato direto com ninguém a não ser meu comandante.
- Então você vai nos levar até ele.
- Não posso.
- Por que não?
- Por que ele está ali! Apontou para o guarda cujo Aderlius quebrara o pescoço com seu chute.
Robs colocou a mão no rosto, o bárbaro se afastou, Phillipus deu uma risadinha irônica e Wellan se aproximou:
- Eu tenho uma idéia!
- Suas idéias são suicidas, eu não vou partilhar delas de novo! Respondeu Robs.
- Olha quem fala, e suas idéias que nem funcionam.
O ranger interveio:
- Deixe Wellan expor a idéia dele, creio que não temos muito tempo, aliás, nem sei como a porta ainda não abriu de novo.
Rapidamente o cavaleiro explanou seu plano, Phillipus não gostou muito, mas acenou com a cabeça positivamente e começou a vestir a armadura do homem que Aderlius derrubara com o chute, a princípio era para o bárbaro vestir a armadura do capitão, mas ela ficou apertada para ele e assim o ranger a vestiu. Aderlius e Robs não gostaram nem um pouco do plano, mas sem tempo para pensarem em algo melhor também concordaram, amarraram a boca do guarda ferido com uma corda e colocaram um saco em sua cabeça, tiraram sua armadura o vestiram com os restos da armadura de Wellan, os guardas cujo ranger e o cavaleiro tiraram as armaduras junto com o guarda derrubado por Aderlius com seu machado foram arrastados para o corredor até a região onde tudo era escuro, os dois guardas que faziam a guarda inicialmente foram fixados na parede com uma espécie de cola tirada de árvores que Phillipus carregava e nunca havia tido utilidade até aquele momento. Robs e Aderlius também foram amarrados e tiveram suas cabeças cobertas, logicamente as amarras dos dois foram deixadas frouxas, gastaram certo tempo para realizar todas essas tarefas, além é claro da batalha, e era estranho que ninguém mais aparecera para fora da porta, o paladino acreditava que tudo era uma providência divina por isso não se importava, Aderlius não gastava sua inteligência pensando nisso, Phillipus estava descrente no plano e Wellan achava que tudo aquilo já era uma prova de que seu plano era infalível. As armaduras dos guardas tinham um elmo que cobria todo o rosto do seu usuário, Wellan bateu na porta, momentos depois uma fresta se abriu:
- A senha, declare a senha!
- A senha, sim, claro a senha!
- Vamos soldado ou serei obrigado a prendê-lo, a senha!
- Sim, claro a senha, é ab COF COF BLUSS!
- O que é isso?
- Estou meio resfriado!
- A SENHA AGORA, OU VAI PARA A PRISÃO! Ordenou o guarda com uma lança apontada para o cavaleiro que começou a ver seu plano desmoronar.
- INSOLENTE – bradou Phillipus engrossando a voz e se lembrando que vestia a armadura do capitão – não está vendo que sou eu, tivemos uma luta muito dura aqui fora, deixe-nos entrar ou será você que vai para a prisão!
O guarda olhou assustado:
- Per-perdão senhor, entrei agora no turno e não sabia que estava do lado de fora!
- Veja, tenho três prisioneiros e outro ainda escapou, três guardas estão no encalço dele, os dois que estão na porta ficarão aí até que eles retornem, reforce a guarda aqui dentro e agora saia do meu caminho verme.
- Si-si-sim senhor!
Aderlius e Robs suavam por baixo do capuz mais por medo do que por calor, apesar de sentirem que ao adentrarem seja lá onde a temperatura ter aumentado, Wellan recuperara a confiança e Phillipus não sabia até onde iria sua farsa, passaram por mais de vinte guardas, era impossível que nenhum deles percebesse algo de errado, mas continuaram, duas guaritas bem espaçosas estavam dispostas, uma do lado direito e outra do lado esquerdo, caminharam rapidamente, Phillipus chamou um guarda:
- Ajudem - nos a levar esses homens para a prisão e cuidado eles são violentos!
O guarda que estava com a armadura de Wellan se debatia e tentava falar, o homem chamado por Phillipus deu-lhe um soco na cabeça e o mandou se calar, tomou a dianteira e o cavaleiro e o ranger o seguiram, chegaram ao pé de uma grande escadaria, uma pequena cidade magnífica estava a poucos metros abaixo de onde se encontravam, porém não desceram, o guarda virou para o lado esquerdo e entrou por uma porta arredondada, desceram por uma escada em forma de espiral por alguns minutos, o ar, novamente sufocante adentrou as narinas dos amigos, o ambiente era iluminado por tochas e haviam quatro celas repletas de prisioneiros que chamaram a atenção do ranger, eram elfos, nitidamente desnutridos e abatidos, em seus olhos não era mais possível ver o brilho da alegria e esperança comum aos olhos desses belos seres. Sem pensar Phillipus deu um golpe certeiro no guarda que os guiara até lá embaixo, tirou o capuz da cabeça do paladino e do bárbaro, Wellan que carregava as mochilas e as armas dos dois, o que havia lhe cansado além do costume lançou-as ao chão. Ouviram passos na escada, Wellan colocou os capuzes nas cabeças dos dois amigos e levantou o guarda derrubado por Phillipus segurando-o ao seu lado, dois guardas surgiram:
- Capitão, Lorde Igwar gostaria de vê-lo em sua residência!
- Já estou indo, preciso interrogar esses presos!
- Senhor, podemos fazer isso – disse o guarda com prazer na voz – sabe que Lorde Igwar não gosta de esperar.
- Eu disse que já estou indo, sumam da minha frente, eu mesmo irei interrogar estes homens.
Os homens se entreolharam e saíram rapidamente, Wellan soltou o guarda novamente e retirou os capuzes dos amigos, Phillipus não sabia como agir, logo outros guardas viriam e seu disfarce seria descoberto, chamou Wellan para saírem e fazerem um reconhecimento da cidade antes que isso ocorresse, enquanto isso o paladino e o bárbaro poderiam soltar os prisioneiros. Caminhavam em direção a escadaria quando Phillipus avistou um elfo com ar mais nobre que os outros, mesmo em meio aquela situação degradante seu rosto mantinha a dignidade e suas vestes mesmo sujas continuavam sendo mais brilhante e bela que qualquer armadura daquele lugar, a luz das tochas balançavam e o ranger se aproximou da cela para se certificar de que não estava enganado, o elfo estava encostado na parede de braços cruzados, tinha um cabelo prateado que se estendia até o final das costas, era mais constituído que os outros elfos e o azul esverdeado da sua roupa resplandecia mais que a pouca luminosidade do local, parecia estar dormindo ou algo assim:
- Fujin? General Fujin? Disse Phillipus com voz de espanto.
O elfo abriu os olhos e virou a cabeça para o lado do ranger:
- Você não é o capitão e com certeza logo estará me fazendo companhia nessa cela.
- Vamos soltar vocês General e vamos enfrentar seja lá quem for que habite esse local.
- Você é pretensioso meu jovem, de onde me conhece?
- Fui criado entre os elfos de Teramim – disse o ranger retirando o elmo - cresci ouvindo as histórias de como o senhor se tornou o grande e amado General Fujin, protetor dos elfos daquelas bandas.
O bárbaro e o paladino procuravam um jeito de abrir as celas e os elfos vendo a liberdade próxima pareciam se animar e se levantavam agitados e espreguiçando, na escadaria Wellan caminhou na frente do ranger e não percebeu que ele havia ficado para trás conversando com o elfo, chegou à porta e chamou por Phillipus, não houve resposta, olhou para trás e quando ia descer novamente para chamá-lo ouviu uma voz provinda de trás:
- Soldado, vamos comigo até a guilda dos Roxos levar essa carta!
- Senhor, eu ...
- Vamos lá, depois te pago uma bebida, não gosto de descer sozinho por essas ruas!
O cavaleiro desceu junto com o guarda que o abordou que pela insígnia em sua armadura tinha alguma patente acima dos outros guardas, caminharam pela cidade, não avistaram nenhum outro guarda como eles por ali, ao invés disso, viram muitos elfos da escuridão, isso explicava por que o guarda da porta disse que eles entravam e saiam a toda hora; o teto abobadado brilhava com jóias encravadas que se espalhavam pelas paredes, o chão era úmido, mas não barrento, as construções não pareciam ser feitas por elfos nem por humanos, estavam adaptadas toscamente, até mais ou menos um metro e meio as casas eram belamente esculpidas e dessa altura para cima se via um remendo muito mal feito, avistaram dois grandes salões no meio da cidadela, o guarda começou a se dirigir para lá, um era escuro, iluminado por tochas, mas com muitas janelas, no outro não havia porta, apenas o buraco da porta e foi nesse que o guarda entrou, o cavaleiro exitou, pensou em voltar para trás mas foi chamado pelo soldado com um aceno de mão, aquilo não estava no plano, aliás as coisas haviam saído do controle, não que isso fosse novidade, seus planos mirabolantes costumavam colocar seus amigos em apuros, mas ao entrar viu que dessa vez poderia estar com sérios problemas mesmo, estava sozinho e teria de interpretar bem, se fosse descoberto sua morte era certa, pois logo que entrou para dentro do salão um frio que teve inicio na sua coluna se espalhou por todos os ossos do seu corpo, era uma guilda de magos, pelo menos era o que parecia, todos com o rosto meio escondido, todos aparentemente realizando negócios escusos, alguns com um sorriso maligno, todos de capuzes roxos, além de um daqueles homens poder ser o ladrão das esferas estava explicado o por que do nome Roxos.
Na prisão os elfos estavam sendo soltos, Aderlius, Robs e Phillipus usaram ferramentas que sempre carregavam com eles, o ranger continuava sua conversa com Fujin:
- Como o senhor veio parar aqui General?
- Me chame apenas de Fujin, por favor – disse sorrindo com uma nobreza que somente os elfos são capazes de expressar – bem, há alguns anos atrás esses tuneis foram invadidos pelos elferrs, você os chamam de elfos da escuridão, eles escravizaram os moradores nativos dessas habitações, anões de boa índole, com o tempo os anões foram fugindo, mas infelizmente a grande maioria morreu nas mãos dessas pragas, no início não quisemos intervir, acreditávamos que os habitantes locais resolveriam o problema, afinal com o passar do tempo paramos de ouvir histórias de guerras nessa região, o que se revelou um grande erro – Fez um gesto de amargura - Poucos meses atrás eles então cercaram as Florestas da Alegria, a mesma região que você disse ter sido criado, não tínhamos noção do seu poder, eles parecem ter feito alianças com alguns humanos detentores de grande magia, suspeitamos disso, pois o trânsito de humanos encapuzados crescera muito por estradas próximas da floresta; então no dia em que abordamos dois elferrs que tentavam molestar duas meninas elfas fomos surpreendidos, era uma armadilha e não estávamos preparados para tamanho confronto, os desgraçados estavam nos vigiando a tempos e todo o meu regimento foi preso, muitos não agüentaram a tamanha degradação e sucumbiram aqui, outros foram levados para os rituais de sacrifício desses malditos, éramos duzentos e agora somos apenas noventa e três, porém, os soldados que restaram estão sedentos por vingança, dessa vez nós os surpreenderemos, não há nada mais letal do que um elfo com o orgulho ferido.
O elfo continuou:
- Mas e vocês, o que fazem aqui? Acredito que não vieram para nos resgatar!
- Não senhor, estávamos atrás de um elfo da escuridão e um mago (assim acredito), que nos emboscaram na estrada levando um artefato que escoltávamos, o rastro deles nos trouxe até aqui.
- O que vocês escoltavam para atrair a atenção deles?
- O nome é, deixe-me lembrar, Esferas de Eratan.
- Esferas de Eratan? Improvável, ouvi histórias sobre elas da boca de elfos que já partiram há muito tempo, elas se perderam com as mudanças do mundo, pela graça do Criador. No entanto há uns três dias atrás houve grande movimentação lá em cima, ouvimos aqui embaixo, o que indica que alguma coisa importante aconteceu.
- Senhor, ajudaremos vocês a saírem daqui, mas precisaremos de sua ajuda.
- Nem precisa pedir, será um prazer esmagar esses mestres da escuridão.
Todos os elfos estavam soltos, todos rangendo os dentes, alguns agradeceram pessoalmente ao paladino e ao bárbaro, que já não sabiam o que fazer, seu plano inicial havia mudado drasticamente e a descrição havia ido para o espaço, os elfos iriam cortar tantas gargantas quanto pudessem e isso poderia fazer com que as esferas (se é que elas estavam ali) fossem carregadas para fora por seus ladrões, pior, poderiam morrer em uma luta que não era sua.
- Agora só faltam as armas! Disse Fujin olhando com seriedade para seus soldados.
Novamente ouviram-se passos na escada, pensaram que fosse Wellan, que havia subido há algum tempo, no entanto o barulho era de mais de um homem descendo e antes mesmo que apontasse disparou palavras de descontentamento:
- Maldito seja capitão, não sabe que Lorde Igwar não gosta de esperar, mas o que é...! Um soco desferido por Fujin calou o elferr que descia com mais dois soldados que por sua vez tentaram fugir, mas foram arrastados para dentro pelos elfos.
Fujin colocando o pé no pescoço do elferr que tentava se levantar disse mais para si mesmo:
- Igwar receberá minha visita, e será a ultima da vida dele.
Uma grande batalha teria inicio, mas o final não parecia poder ser favorável para eles, Aderlius, no entanto gostou da idéia, estralou os dedos e pegou o machado do chão, Phillipus terminando de tirar a armadura estava tomado pela dor do povo em que crescera, seu ombro ainda doía muito, mas teria de dar um jeito de lutar, Robs empunhando sua espada levantou os olhos para o cima:
- E lá vamos nós de novo, nos proteja por favor!
Continua...